Gestão de Pessoas A união faz a força

Lidiane Aparecida de Oliveira, Geóloga, Regina Rodrigues Silva Lucena, Geóloga

Vivemos em um período da história onde o tempo está se tornando cada vez mais preciso, onde as demandas de trabalho exigem uma resolução imediata, com prazos e metas ousadas.
Até mesmo em nossa vida pessoal temos pressa em resolver muitas coisas, queremos fazer tudo acontecer, enfim, “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”.

Essa rotina do dia a dia só pode ser realizada em conjunto, mediante relacionamentos cada vez mais intensos e sólidos. Fato é que ninguém faz nada sozinho. Dependemos uns dos outros, mesmo quando achamos que não.

Para se construir uma casa, por exemplo, é necessário um grupo de pessoas com habilidades diversas, pois essa casa só poderá ser erguida a partir de uma estrutura complexa. A primeira parte é o projeto, que vem seguido pela base, paredes, instalações hidráulicas e elétricas, laje e telhado.

Além disso, toda construção precisa de insumos (cimento, areia, etc.) e ferramentas que, necessariamente foram produzidos por outras pessoas, sem as quais a casa não poderia ser feita. E esta mesma casa, só é construída porque existe alguém com interesse em morar nela. Se não fosse isso, nada faria sentido.

Estamos construindo o futuro a quatro mãos, a partir de relações humanas. E onde existe pessoas, também existe a possibilidade de conflito, mesmo que, muitas vezes, pelo mesmo objetivo.
Gerir tarefas, atividades e projetos, exige estudo e determinação de padrões, mas com a metodologia correta, é possível alcançar o resultado esperado. Por outro lado, fazer pessoas e seus comportamentos exige mais do que ferramentas e aplicação técnica, exige domínio próprio e percepção institucional.

Conseguir envolver um grupo de pessoas em um mesmo pensamento é uma tarefa para os novos gestores do mercado. Ditar regras e imprimir sua vontade não faz parte do modelo de gestão moderno, é ultrapassado e nada funcional.

O perfil produtivo para essa tarefa
precisa de habilidades específicas como:

  • Saber ouvir e selecionar as melhores ideias;
  • Calcular resultados de decisão;
  • Reconhecer o valor e esforço de cada colaborador, bem como entender seus limites;
  • Saber colocar as palavras de forma inteligente e respeitosa, mesmo quando no momento de correção;
  • Conviver com conflitos e manter o controle;
  • Assumir as decisões mediante uma postura orientada tecnicamente e também direcionada por feeling operacional de visão.

O sucesso de uma instituição não está associado ao entendimento de se pertencer ou fazer de uma hierarquia mandatória com posições e cadeiras intocáveis, e sim, em considerar que somos parte de um grupo com responsabilidades diferentes, mas com os mesmos objetivos, pensamentos e propósito.

“Eu sou parte de uma equipe. Então, quando venço, não sou eu apenas quem vence. De certa forma termino o trabalho de um grupo enorme de pessoas!”
Airton Senna, ex-piloto de F1.

Gedeon Júnio
Diretor de Produção e Processo